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domingo, 12 de julho de 2026
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O Espelho Quebrado por Dareen Tatour
O Espelho Quebrado
Levanto a mão. Não foi a mão que bateu no espelho.
Decepção foi quando ele encontrou algo em que podia esbarrar. Foram todos estes anos. As decepções foram e não encontraram outra língua além do vidro.
Não por que o espelho era culpado, mas a coisa mais próxima de mim.
Não me lembro quando bati com a mão no espelho.
Só lembro que algo dentro de mim estava andando anos atrás numa corda bamba, mas todos os dias estava me convencendo que cair não era a resposta.
Mas as almas não caem de uma vez. Come silenciosamente como ferrugem. Cada decepção é um pequeno grão tirado dela. Cada partida adia o colapso para outra data.
Cada verdade que descobri sobre este mundo, tem apagado uma nova luz em mim.
Até que chegou um dia em que não havia luz suficiente para me convencer de que a escuridão é temporária.
Naquele momento eu não estava com raiva do espelho, estava com raiva por que estava cansada de consertar o que não quer ser consertado. Cansei de ser a pessoa que perdoa demais, que acredita demais e espera que os corações sejam como os seu.
A raiva não nasce na mente em que a mão levanta. Ela nasce da primeira decepção que você decidiu perdoar. Desde a primeira verdade, a sua dor é mais do que você suportou. Desde a primeira vez que ela percebeu que a bondade não protege os seus amigos e que a honestidade nem sempre é uma forma de sobrevivência.
Quando o espelho quebrou, não ouvi o som, porque o som das coisas quebrando por dentro é muito mais alto.
Quando o vidro tocou no meu conforto, não descobri uma nova ferida, pois a ferida era mais antiga do que o vidro.
Minhas mãos não doíam, porque o coração já tinha usado a sua parte de dor. Procurei a dor na palma da mão, mas não encontrei. Tudo foi viver em um lugar onde as ligaduras não chegam. Algumas feridas não nascem de um incidente, mas de uma vida inteira que se acumula no coração, até o próprio coração se torna uma ferida.
O começo foi lá, no bebê Darren que eu era e ainda reside em um lugar que não consigo chegar.
Às vezes a vejo parada na porta da idade com o seu vestido vermelho e os olhos cheio de verde, ela me pergunta:
Quando é que um homem ficou com medo dos honestos e fica tranquilo com o mentiroso?
Quando é que o mundo se tornou tão cruel?
Eu não respondo por que tenho medo de matar a última inocência que resta dela.
Como explicar para mim, uma menina que acreditou que a bondade sempre triunfa, que o mundo às vezes aplaude quem domina a usar máscara, mais do que usar a verdadeira face?
Como dizer a ela que a pessoa não perde a inocência em nenhum momento, mas deixa uma parte depois de cada decepção.
Quanto ao amor, eu fui e ainda sou a amante, pois o amor não traiu. O que falhou é a minha crença de que um coração que se entrega completamente, encontrará um coração que compreenda o significado de honestidade.
Eu pensava que o amor é uma pátria, descobri que alguns países também abandonam os filhos.
O amor não foi meu maior erro, mas sim meu ser humano mais fiel. Quando eu entreguei meu coração de criança para a mão da minha mãe, sem medo e sem possibilidade de cair.
Pensei que quem sabe o caminho do coração, também sabe guardar. Eu aprendi que algumas pessoas quebram corações não por serem duras, mas por não sentirem o peso do que carregam nas mãos.
Desde então, não temo mais sair, temo ficar em lugares que lentamente desligam a pessoa.
Na amizade, descobri que algumas pessoas não lhe abandonam por que lhe odeiam.
Mas por que a sua dor durou mais do que a paciência deles pode suportar. As pessoas gostam de acompanharam uma ferida no início, mas quando ela se torna uma vida interior, deixam para o dono.
Fiquei em frente ao espelho quebrado e pela primeira vez não vi a minha face.
Eu vi um histórico inteiro de separações, ele estava fingindo ser uma mulher.
Vejo as rachaduras, elas não distorceram minha imagem, pois tiraram a última mentira.
Depois de duas horas de volta com minha câmera. Eu não fotografei uma mulher parada em frente a um espelho partido. Em vez disso, capturei o momento em que o outro morreu e estava convencida que este mundo conhece o significado de que é o homem.
A partir daquele momento e sempre que olho no espelho quebrado, não pergunto a ela: Quem sou eu?
Pergunto-lhe: quantas vezes um coração pode renascer das suas ruínas?
Percebi que não foi o espelho que partiu.
O espelho quebrado é a minha última fantasia deste mundo.
E assim não procuro mais uma foto linda minha.
Procuro uma verdade, pois a mentira ainda não chegou.
Procuro uma peça que ainda reflita a pessoa que eu era.
Há um momento na vida de uma pessoa em que a raiva não volta como explosão repentina, como as pessoas pensam, mas se torna o fim de uma longa estrada de silêncio.
Vem depois das mil vezes que você disse: "Está tudo bem." E depois de milhares de vezes engulo o choro para ninguém se preocupar. E depois de milhares de vezes você sorri, enquanto algo dentro de você estava silenciosamente desmoronando.
Dareen Tatour
Acadêmica Honorária do Grêmio Literário Internacional Poesiarte pela Palestina.
26/06/2026
Tradução do árabe para o português:
Prof. Rodrigo Octavio Pereira de Andrade
sábado, 11 de julho de 2026
Nossa Presidente de Honra Sylvia Maria Ribeiro
Biografia da nossa Presidente de Honra
Sylvia Maria Ribeiro
CURRÍCULO (Resumo) - Sylvia Maria Jeanne Pauline Ribeiro (Sylvia Maria Ribeiro)
NASCIMENTO: 05.08.1938 / Rio de Janeiro-RJ/Brasil
FORMAÇÃO ACADÊMICA:
.Université Nancy II - Faculté de Lettres (Aliança Francesa do Brasil - Copacabana, Ipanema)
.UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro: Didática da Língua Francesa
.UFF - Universidade Federal Fluminense: Pós-graduação em Língua e Literatura Francesa-Francofonia, Linguagem Midiática
CURSOS: Áudio-Visual (diversos), Estratégias Aplicadas ao Ensino (Pedagogia, Didática, Fonética, Tradução, etc.). Locais: Aliança Francesa Ipanema, Copacabana; Yázigi Cabo Frio, Rio de Janeiro; PUC-Rio de Janeiro; Faculdade Santa Úrsula-Rio de Janeiro, etc.
MAGISTÉRIO:
.Aliança Francesa de Ipanema (Rio de Janeiro/RJ)
.Yázigi Cabo Frio - Escola de Letras (Francês) (Cabo Frio/RJ)
.UERJ - Faculdade de Educação: integrou a equipe de coordenação, sendo posteriormente nomeada coordenadora, dos Cursos Externos de Licenciatura Curta em Parintins/AM, em convênio com Ministério do Interior, Universidade Federal do Amazonas e Projeto Rondon. Na ocasião, participou da elaboração da obra (2 vols.) Educação Fundamental de Adultos, sob orientação de professores do CREFAL - Centro Regional de Educación Fundamental de Adultos para la América Latina (órgão da UNESCO).
ESTÁGIOS:
.Colégio de Aplicação da UERJ -Rio de Janeiro
.Université Laval - Faculté de Lettres - Québec/Canadá. Foi selecionada com bolsa para representar a UFF no curso para professores de Língua e Literatura Francesa de universidades federais da América do Sul.
OBS: Foi voluntária no Instituto Benjamin Constant - Rio de Janeiro como orientadora de jovens desta instituição que cursavam faculdades do Rio e Niterói.
DESTAQUES:
.Foi a 1a. Mulher eleita para a Academia Cabo-friense de Letras
.Recebeu o título honorário da Academia Cabista de Letras, Artes e Ciências
do seu então presidente Rodrigo Poeta.
.Agraciada com o Diploma de Honra ao Mérito Poeta Nazareth da Cruz Gomes, em evento no MART - Museu de Arte Religiosa e Tradicional - Cabo Frio/RJ
PRODUÇÃO:
Como diretora do estaleiro Milticomposite do Brasil, realizou a edição mensal da newsletter Milticomposite (português, inglês, francês)
Convidada pela direção do jornal O Cabofriense, assumiu o caderno cultural semanal, criou sua própria coluna "Com Licença" que teve cerca de 100 edições, além de cobrir diversos eventos relevantes na Região dos Lagos
Foi redatora e revisora do jornal Noticiario dos Lagos; revisora e tradutora de textos e livros (várias áreas).
ACADÊMICA PITUKA NIROBE SERÁ HOMENAGEADA EM NITERÓI/RJ
*A acadêmica Pituka Nirobe do GLIP será homenageada no dia 29 de agosto no Prêmio Àgbàrá Obìnrin 2026 em Niterói/RJ.
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Na foto: As acadêmicas Adriana Veridiana, Celi Luz, o Presidente Rodrigo Octavio, sua esposa a acadêmica Fabiana Batista e a Profa. Kátia...
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GRÊMIO LITERÁRIO INTERNACIONAL POESIARTE INFORMATIVO DE SESSÃO EXTRAORDINÁRIA No dia 19 de maio de 2026, às 20h00, reuniram-se em sessão e...
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*O Grêmio Literário Internacional Poesiarte é destaque no maior jornal do Rio Grande do Sul, o histórico jornal Zero Hora. O maior poeta ...





















